Arquivo | setembro, 2012

Coraline – Neil Gaiman

10 set

Coraline é uma obra que foi escrita originalmente por Neil Gaiman, sendo transformada posteriormente em filme e mostrada nesse livro de uma forma diferente: em quadrinhos.

As aventuras da garota começam quando Coraline muda de casa e começa a explorar todas as partes que ainda não conhece.

Em meio ao tédio numa tarde chuvosa, a menina decide abrir uma porta trancada que aparentemente não a levaria a lugar algum, mas que a mostra um mundo surreal. Coraline passa então a viver num lugar que parece muito com o que estava acostumada, mas que não é a sua casa verdadeira. Lá ela encontra criaturas inesperadas, além de uma “outra” mãe e um “outro” pai, cujas aparências são ligeiramente assustadoras.

Tudo parece perfeito no novo mundo, até que Coraline descobre o motivo horripilante por trás das benfeitorias que tem recebido. É nessa nova realidade que Coraline vive aventuras, na dúvida se conseguirá voltar para seus verdadeiros pais ou se permanecerá para sempre nesse estranho e diferente mundo.

Saboreie alguns quadrinhos:

(p. 28 – 29)

 

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Não há silêncio que não termine – Ingrid Betancourt

10 set

Não há silêncio que não termine traz o relato dos momentos vivenciados por Ingrid Betancourt, e sua luta pela sobrevivência e liberdade na selva colombiana.

Ingrid Betancourt formada no Institut d’Études Politiques de Paris, ex-deputada e ex-senadora, concorria à presidência da Colômbia nas eleições de 2002 quando foi sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Sofrendo todo tipo de privação ao ser mantida em cativeiro em meio a selva colombiana, Betancourt passou por grande pressão psicológica e diversas situações degradantes. Mas ávida em retornar a sua família resistiu a tudo com dignidade, contudo após quase sete anos de lutas, esperanças e fracassos seu pesadelo chega ao fim.

Mais que um drama, esta obra revela a força e a vontade de viver, uma verdadeira reflexão sobre o significado da liberdade.

Saboreie alguns trechos:

 “Levantei hoje de manhã como todas as manhãs, dando graças a Deus. Como todas as manhãs depois de minha libertação, levo alguns instantes, frações de segundo, para conhecer o lugar onde dormi. Sem mosquiteiro, em cima de um colchão, com um teto branco em vez do céu camuflado de verde. Acordo naturalmente. A felicidade não é mais um sonho.” (p.37)

“Os dias se pareciam e se arrastavam muito lentamente. Eu custava a me lembrar das coisas que tinha feito na véspera. Tudo o que vivia caía numa grande nebulosa e só memorizava as mudanças de acampamentos porque eram um sofrimento. Fazia quase sete meses que eu tinha sido sequestrada e sentia as consequências. Meu centro de interesses derrapara: o futuro não me interessava mais, o mundo exterior tampouco. Eram-me simplesmente inacessíveis. Vivia o presente na eternidade da dor e sem a esperança de um fim.” (p. 140)

Bilionários por acaso: A criação do Facebook – Ben Mezrich

10 set

Bilionários por acaso conta a história de Mark Zuckerberg e Eduardo Severin, dois amigos que se conheceram na universidade de Harvard e que juntos em busca de conquistar garotas acabam desenvolvendo a maior rede social do mundo, o Facebook.

A história que virou filme é escrita nessa obra de maneira cinematográfica e intrigante. Ben Mezrich, autor do livro, buscou com base em entrevistas, documentos e relatos, recriar não apenas os diálogos, mas também os detalhes da história da maneira como possivelmente aconteceram.

Diferentemente do filme “A Rede Social”, o livro Bilionários por acaso inicia a história desde o primeiro momento em que Mark Zuckerberg e Eduardo Severin se conheceram, todas suas tentativas para o desenvolvimento de uma rede social popular entre os jovens, até o término da amizade e as lutas nos tribunais.

Vale a pena conferir e conhecer os detalhes dessa emocionante história que começou entre os muros de um alojamento estudantil, ganhou o mundo e as telas dos cinemas. Envolta entre a vontade de vencer na vida e a perca da inocência, esta obra irá surpreender suas expectativas!

Saboreie alguns trechos:
“Certamente, ele não tinha como saber, nem antes nem então, que aquele garoto com o cabelo enroladinho viraria do avesso todo o conceito de rede de relacionamentos sociais – que um dia aquele garoto com o cabelo enroladinho que tentava entrar nas primeiras festas da faculdade mudaria mais a vida de Eduardo que qualquer Clube Final.” (p. 15)

“– Parece bem legal – disse Eduardo, olhando por cima do ombro de Mark. Mark assentiu, como se estivesse concordando consigo mesmo.
– É.
– Não, quero dizer, está ótimo. A interface é fantástica. Acho que as pessoas vão realmente dar um retorno positivo a esse site.” (p. 88)

“[…]
– E para entrar – disse Eduardo, sua sombra pairando sobre a maior parte da tela – você precisa ter um e-mail @havard.edu e criar uma senha.
– Correto.
O e-mail @havard.edu era a chave, na cabeça de Eduardo; você precisava ser aluno de Havard para frequentar o site. Mark e Eduardo sabiam que a exclusividade faria o site se tornar ainda mais popular […]” (p. 90)

Conheça um pouco mais sobre o autor:

10 set

Ben Mezrich formado na Universidade de Harvard em Estudos Sociais, nasceu na cidade de Princeton, Nova Jérsei, em 1969. 

Escritor, criou seu próprio gênero de não-ficção, relatando incríveis histórias de jovens gênios que conseguem fazer muito dinheiro.  É conhecido por ser um autor não-fictício, ou seja, que  escreve histórias reais, e para escrevê-las procura penetrar e conhecer  ambientes que compõe sua obra.

Alguns dos livros que escreveu, colocou sob o pseudônimo de Holden Scott.

Em outubro de 2010 foi lançado o filme A Rede Social, baseado no livro Bilionários por acaso.

Livros do autor: Bilionários por acaso: A criação do Facebook;  Sexo na lua; Quebrando a banca; Arquivo X Transplante.

 

Musashi – Eiji Yoshikawa

10 set

Publicado pela primeira vez em forma de folhetim em um grande jornal do Japão, Musashi é uma saga épica baseada em fatos reais da história japonesa. A obra foi escrita entre os anos de 1935 e 1939 por Eiji Yoshikawa, tornando-se nos anos seguintes a mais vendida da história do país e um clássico da literatura do Japão.

Na vida real, Miyamoto Musashi foi um famoso samurai japonês que viveu entre os séculos XVI e XVII, ficando conhecido por ser um talentoso mestre de esgrima.

Em meio a transformações pelas quais passava o Japão, o livro enfatiza características desenvolvidas pelo personagem principal ao longo do tempo, como a autodisciplina, harmonia com a natureza e o domínio completo de si próprio e de sua força interior.

Musashi foi publicado em sete livros, reunidos na edição da editora Liberdade em três volumes:

Volume 1 – A Terra, A Água e O Fogo: volume que traz os três primeiros livros da saga, que narram a disputa com o clã dos Yoshiokas e o importante duelo de Ichijoji.

 Volume 2 – O Vento, O Céu: nesse volume, Musashi vai em direção ao monte Hiei procurar abrigo, para que possa recuperar sua saúde física e mental.  Após recompor-se, o samurai segue sua rota, iniciando um momento de reflexão, aperfeiçoamento filosófico e melhora de suas habilidades como guerreiro. É nessa parte da história que se conhece mais o lado afetivo de Musashi. Surgem novas amizades, como a do habilidoso manejador de bastão e a do garoto que se torna seu discípulo, e também um amor por uma bela garota, por quem se apaixona.

 Volume 3 – As Duas Forças, A Harmonia Final: o volume contém os dois últimos livros da saga. Musashi busca exílio, solitário durante anos nas montanhas, para aprimorar-se no “caminho da espada”.  Em seu regresso, o guerreiro se reintegra à sociedade com cautela, não revelando seu verdadeiro nome. Musashi encontra, no entanto, um monge que lhe ajuda a encontrar a maneira de transitar com serenidade entre a vida e a morte. É chegada então a hora da inevitável batalha na ilha de Funashima, contra Sasaki Kojiro, espadachim rival de Musashi.  O duelo mortal envolve dois samurais de admirável técnica, tenacidade e sabedoria, mas só há espaço para um vencedor.

Esse best seller mostra um romance épico muito bem elaborado, cuja narrativa popular opõe-se a outras obras japonesas imersas em um psicologismo complexo. Mais do que isso, Musashi mostra um retrato do Japão feudal do início do século XVII, que deixou marcas nas tradições e traços culturais que permanecem até os dias de hoje.

Saboreie alguns trechos:
“O grupo dos rounin, por sua vez, reunira-se ao lado dos monges e formava um semicírculo para evitar que Musashi escapasse por esse lado. Os rounin, ao que tudo indicava, tinham a intenção de permanecer como simples espectadores, alguns até mesmo gargalhando por um motivo qualquer. De todo mundo a formação adotada era desnecessária, pois Musashi, o adversário, não demonstrava o menor indício que entraria em pânico e fugiria.
Musashi vinha se aproximando. Pisava com firmeza a relva macia do barranco, passo a passo, como se andasse por um terreno viscoso – mantendo a postura de uma águia pronta a qualquer momento a mergulhar sobre a presa –, lentamente aproximando-se do numeroso bando e das garras da morte.” (p. 263 – volume 1)

“Otsu não tinha por que voltar as costas a Musashi justo nesse momento, e perder um tempo precioso falando de coisas que nem lhe passavam pela cabeça. A verdade era, porém, que no instante em que se viu a sós com Musashi, sem a conciliadora presença de Joutaro, a jovem sentiu-se oprimida pela emoção. Queria falar, mas não sabia por onde começar e se constrangia, consciente de si mesma.” (p. 271 e 272 – volume 2)

“Musashi não saíra do lugar: de costas para o mar e dois ou três passos além da rebentação, voltou-se para frente de Kojiro.
Este por sua vez encarava frontalmente Musashi e o vasto mar às costas dele, tendo a longa espada erguida acima da própria cabeça com ambas as mãos.
Os dois homens estavam em plena luta por suas vidas.” (p. 494 – volume 3)

 

Conheça um pouco mais sobre o autor:

 

Eiji Yoshikawa nasceu em 1892 na Província de Kanagawa, perto de Tóquio no Japão. Membro de uma família de antigos samurais empobrecidos, faleceu em 7 de setembro de 1962.

Escritor e jornalista iniciou sua carreira literária aos 22 anos. Foi correspondente de guerra e escreveu contos e romances históricos que foram publicados nos jornais de maior tiragem do Japão. Em 1962, era uma dos mais conhecidos e populares escritores do país.

Musashi foi publicado inicialmente no Asai Shimbum, um dos maiores jornais nacionais do Japão entre 1935 e 1939, em 1013 episódios. No início da década de 80 Eiji Yoshikawa alcançou com Musashi a obra literária mais vendida no Japão, com mais de 120 milhões de exemplares, além de versões para o cinema e televisão.

2012: A História – John Major Jenkins

10 set

Será em 2012 o fim da humanidade? Catástrofes acontecerão nesse ano? O que diz a profecia maia? O que é verdadeiro e o que é fantasioso nessa história?

Para responder e desmistificar essas e outras questões, John Major Jenkins publica dessa vez o livro 2012 – a História, obra que reflete estudos do autor sobre a cultura maia desde o ano de 1985.

O livro oferece uma base histórica e um levantamento norteador da discussão sobre 2012, trabalhando para esclarecer interpretações que ele julga equivocadas sobre a profecia maia.

O autor vai buscar na astronomia e na profecia e filosofia metafísica dos maias as origens da data, bem como seus significados e implicações para o mundo. O ano, que atualmente é cercado por mistério e fascinação, também contém em sua volta controvérsias teóricas e vários enigmas, que também são mostrados por Jenkins.

O livro oferece ainda explicações de como os maias planejaram o calendário que prega o final de ciclo em 2012, de qual é o funcionamento desse calendário e as datas mais importantes para a cultura maia, além de um glossário de termos relevantes sobre esse assunto.

Enfim, se você deseja ter acesso a estudos e características da cultura maia, conceitos astronômicos envolvidos nessa polêmica e discussões sobre o futuro da humanidade, esse livro o deixará intrigado ao passo que vai propiciando descobertas sobre os enigmas de uma cultura milenar.

Saboreie um trecho:

“O ciclo de 13 Baktuns que termina em 21 de dezembro de 2012 representa um amplo ciclo de tempo. Entalhes e textos hieroglíficos datados indicam que esse ciclo, que dura 5.125,36 anos, foi concebido como uma Era ou Idade, pertencendo, portanto, a uma doutrina de Eras do Mundo na qual cada Era começa com um evento de Criação. Acadêmicos que estudam a iconografia maia relacionada com essas narrativas do Mito da Criação identificam profundos vínculos entre esse ciclo de calendário, a mitologia maia, os ritos da realeza e a astronomia.” (p.134)